8 de nov de 2011

Belinha

Quando roubaram a bicicleta de Belinha
Belinha não falava nem direito ainda

Não sabia da existência de guerras
Nem quanto custavam um quilo de feijão

No dia em que roubaram a bicicleta de Belinha
A roupa que Belinha usava era da mesma cor da sua bicicleta

Sem entender nada, Belinha caminhou a esmo pro mar
E em silêncio, já que não falava direito
Pediu a Deus que não precisava nem prender o ladrão
E também em silêncio pediu a Papai Noel que no próximo Natal

Lhe desse um computador
Pois hoje Belinha já fala

Miró

Um comentário:

  1. Olá, desculpe invadir seu espaço assim sem avisar. Meu nome é Nayara e cheguei até vc através do Blog Alma de poesia. Bom, tanta ousadia minha é para convidar vc pra seguir um blog do meu amigo Fabrício, que eu acho super interessante, a Narroterapia. Sabe como é, né? Quem escreve precisa de outro alguém do outro lado. Além disso, sinceramente gostei do seu comentário e do comentário de outras pessoas. A Narroterapia está se aprimorando, e com os comentários sinceros podemos nos nortear melhor. Divulgar não é tb nenhuma heresia, haja vista que no meio literário isso faz diferença na distribuição de um livro. Muitos autores divulgam seu trabalho até na televisão. Escrever é possível, divulgar é preciso! (rs) Dei uma linda no seu texto, vou continuar passando por aqui...rs





    Narroterapia:

    Uma terapia pra quem gosta de escrever. Assim é a narroterapia. São narrativas de fatos e sentimentos. Palavras sem nome, tímidas, nunca saíram de dentro, sempre morreram na garganta. Palavras com almas de puta que pelo menos enrubescem como as prostitutas de Doistoéviski, certamente um alívio para o pensamento, o mais arisco dos animais.



    Espero que vc aceite meu convite e siga meu blog, será um prazer ver seu rosto ali.

    http://narroterapia.blogspot.com/

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